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Monitoramento in situ da contaminação sobre as respostas bioquímicas em ostras do Pacífico Crassostrea gigas (Thunberg, 1793) cultivadas no sul do Brasil



Author(s): Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento - SDE/DRHS, Florianópolis, Brasil; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
Presenter: Miguel Angel Saldaña Serrano

Devido à expansão demográfica da população e diminuição do estoque pesqueiro, o mundo está progressivamente mais dependente da aquicultura para o fornecimento de alimentos, no entanto, a poluição marinha representa um risco potencial para a indústria da aquicultura em águas costeiras. Nesse sentido, tem sido propostos programas de monitoramento ambiental na região costeira no sul do Brasil e em outras regiões do mundo utilizando bivalves como organismos sentinela. Dentre os bivalves as ostras Crassostrea gigas são consideradas organismos modelo para avaliar as pressões antropogênicas diretas, como a poluição aquática marinha e indiretas como mudanças climáticas e além disso, ocupa uma posição de destaque, por ser a terceira espécie de molusco bivalve mais cultivado no mundo e segunda espécie de molusco bivalve mais cultivado no Brasil. Portanto, o objetivo desta pesquisa foi monitorar a qualidade ambiental e avaliar as respostas bioquímicas de ostras Crassostrea gigas coletadas em seis locais de cultivo na Grande Florianópolis. Em fevereiro de 2020, um dia após o Carnaval, foi realizado um monitoramento ambiental e a coleta de ostras em seis locais de cultivo, 3 na Baía Norte: Santo Antônio de Lisboa (SAL), Sambaqui (SAM) e Serraria (SER) e 3 na Baía Sul: Caieira (CAI), Imaruim (IMA) e Tapera (TAP). No campo, foram analisados os parâmetros físicos e químicos, e foram coletadas amostras de água para análises microbiológicas, sedimento e ostras para as análises químicas e dos biomarcadores respectivamente. No laboratório, as brânquias das ostras (n=10) foram dissecadas e armazenadas a -80°C, as amostras do sedimento (1 Kg) e o tecido restante (3 pools/n=4) foram colocadas em papel alumínio e armazenados a -20°C. As amostras de brânquias foram pesadas e homogeneizadas (1:5) em tampão frio (50mM Tris-HCl; pH=7,6; 0,5M sacarose; 1mM DTT; 1mM EDTA; 0,15M KCl; 0,1mM PMSF), o homogenato foi centrifugado (9.000xg, 30’, 4°C) e o sobrenadante resultante foi utilizado para a análise dos biomarcadores do sistema antioxidante a Glutationa Peroxidase (GPx), enzimas auxiliares: Glicose 6-Fosfato Desidrogenase (G6PDH) e Glutationa Redutase (GR), e a enzima do sistema de biotransformação fase II: Glutationa S-transferase (GST). Os resultados demonstraram que os parâmetros físicos e químicos se mantiveram dentre os valores normais. As análises microbiológicas demonstraram que os locais de cultivo: IMA, SER e TAP apresentaram valores de coliformes totais e termotolerantes acima do permitido pela lei, sugerindo alguma possível fonte de esgoto doméstico. Os animais do cultivo SAL apresentaram uma maior atividade da GPx quando comparados com os animais de SAM, CAI e IMA sugerindo uma maior capacidade de produção de GSH provavelmente associada a um aumento dos compostos pró-oxidantes nas células das brânquias das ostras. A atividade da GR foi maior nos animais de SAL comparados com os animais de IMA e TAP, e nos animais de SAM quando comparados com os animais de CAI, IMA e TAP sugerindo uma maior necessidade de reciclagem de GSSG em GSH, possivelmente associada presença de contaminantes na água nestes cultivos. A enzima auxiliar G6PDH não apresentou nenhuma alteração de atividade dos animais quando foram comparados entre todos os locais de cultivo. No entanto, os animais de SAL apresentaram uma maior atividade da GST, quando comparados com os de SER e TAP, sugerindo uma maior capacidade de conjugação de xenobióticos. Portanto, nossos resultados sugerem alterações no sistema redox nas brânquias das ostras dos diferentes locais de cultivo provavelmente pela presença de contaminantes de origem antrópica, o que a longo prazo pode gerar impactos negativos sobre os parâmetros zootécnicos das ostras de cultivo. Suporte Financeiro: Esta pesquisa foi parcialmente financiada pelo projeto n°: 305311/2017-4. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Keywords: Biomonitoramento; biomarcadores; ostreicultura

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Speakers


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