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Resposta de biomarcadores de estresse oxidativo em Oreochromis niloticus expostos cronicamente no reservatório de Salto Segredo (UHE Governador Ney Aminthas de Barros Braga (GNB)), Rio Iguaçu /PR



Author(s): Rubio-Vargas DA; De Morais TP; Neto FF; Randi MAF; Esquivel L; Prodocimo MM; Penner D; Ferreira FCAS; Opuskevitch I; de Oliveira Ribeiro CA;
Presenter: Dámaso Ángel Rubio Vargas

Resíduos de origem agrícola, industrial e urbana na região da bacia hidrográfica do rio Iguaçu afetam a biodiversidade desses ecossistemas aquáticos. Avaliações ecotoxicológicas constituem ferramentas para predizer risco de exposição à biota através da detecção de efeitos de poluentes presentes na água, utilizando biomarcadores em organismos vivos. A absorção de poluentes em peixes é afetada pelo tempo e forma de exposição. No entanto, aspectos fisiológicos podem interferir quando os animais são expostos por longos períodos, comparativamente àqueles expostos por períodos mais curtos de exposição. Portanto, é necessário que a seleção dos parâmetros ecotoxicológicos para avaliar os efeitos de poluentes sob essas circunstâncias seja realizada com critério. O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos de micropoluentes presentes no reservatório da UHE GNB, utilizando biomarcadores de estresse oxidativo e genotoxicidade em Oreochromis niloticus, após tempos distintos de exposição crônica. O estudo foi realizado em três pontos do reservatório da UHE GNB, sendo os pontos Barragem e Iratim mais afetados diretamente por atividade agropecuária intensiva, enquanto o ponto Floresta, próximo à barragem do reservatório de Foz de Areia, afetado mais pelas atividades urbanas e industriais. 30 indivíduos alevinos machos da espécie O. niloticus foram acondicionados em tanques redes (8m3) por seis meses durante primavera/verão (G6m), enquanto outro grupo foi exposto pelo período de 12 meses (G12m). Um grupo controle foi mantido na estação de piscicultura no reservatório em tanques de 1000 litros, com água corrente após passar por filtro de resina e carvão ativado. Após o tempo de exposição, os animais foram anestesiados (MS222, 0,02%), eutanasiados (secção medular), assim o fígado foi removido e preservado a -70 °C. Posteriormente o tecido foi homogeneizado e as alíquotas utilizadas para análise de quebras no DNA, atividade de Catalase (CAT) e Glutationa S-Transferase (GST) e níveis de Peroxidação lipídica (LPO). No período de coleta amostras de água e sedimento foram preservadas para análise de micropoluentes. Dos três pontos analisados, o ponto Barragem se destacou pela presença de metais tóxicos comparativamente com os outros pontos estudados, seguido do ponto Iratim, onde as concentrações de Cádmio (Cd), Chumbo (Pb) e Arsénico (Ar) foram próximas ou superiores àquelas recomendadas pelo CONAMA para reservatórios (água Classe II). Esses metais estão relacionados principalmente com efluentes urbanos, industriais e/ou com alguns agrotóxicos. Organismos do G12m tiveram menor atividade CAT na Barragem e Iratim quando comparados aos organismos do G6m. Também na Barragem, a atividade do GST foi significativamente maior no G12m. Apenas em Floresta foram detectados mais danos ao DNA de células hepáticas no G12m e no Iratim maior peroxidação lipídica foi observada quando o G12m foi comparado com o G6m. O maior tempo de exposição aos poluentes orgânicos leva a uma maior ativação dos mecanismos de bioativação, aumentando a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs) já aumentada pela presença dos metais tóxicos. Isso poderiam ser uma explicação para efeitos observados em peixes do G12m quando comparados aos G6m. Por outro lado, a biodisponibilidade de metais como Pb, Cd e Ar pode causar distúrbios no mecanismo antioxidante, interferindo com o funcionamento do mesmo, como observado na Barragem e Iratim. Particularmente no Iratim, o aumento observado nos níveis de peroxidação lipídica no grupo G12m, corrobora essa hipótese. Por outro lado, como observado acima, a consequente bioacumulação de compostos orgânicos pode explicar o aumento da atividade de GST na Barragem no maior tempo de exposição. Em conclusão, o estudo mostrou que o tempo de exposição desempenhou um papel significativo na resposta ao estresse oxidativo. Além disso, indivíduos com maior tempo de exposição apresentaram mais alterações fisiológicas relacionadas aos pontos de maior contaminação. Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Copel GeT-SOS/DNGT/PR.

Keywords: biomarcadores; rio Iguaçu; tempo de exposição

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Speakers


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